O que Fazer quando a Criança Ingere Produtos Tóxicos


As crianças estão habituadas a ver os adultos mexerem em todo o tipo de materiais, medicamentos e produtos, sem que os mesmos lhes provoquem quaisquer problemas.
Por esse motivo, as crianças têm tendência a experimentar estes produtos, podendo ingerir inconscientemente. As crianças com idades compreendidas entre 1 e 3 anos são as mais vulneráveis e que com mais freqüência protagonizam esta situação. Porém, não devemos esquecer daqueles com idade superior a 4 anos, que são deixados “sozinhos” vendo televisão. Nestes momentos os acidentes podem acontecer, como por exemplo, um copo com detergente e água deixado na pia. A criança pode pegar aquele copo pensando que está limpo e ingerir o detergente.
Os pais devem manter os produtos de limpeza, medicamentos, cosméticos, fora do alcance dos filhos em prateleiras altas e de preferência, fechados à chave.
Caso detecte que o seu filho ingeriu um produto tóxico, não vá logo tomando a atitude de provocar vômito ou dar leite, vinagre ou suco de limão, porque existem situações em que estas medidas são totalmente contra indicadas. O melhor a fazer em situações de emergência é ligar para o número de emergência que consta na embalagem do produto ou para o Centro de Informações Toxicológicas (C.I.T.) no 0800780200 que funciona 24 horas (esse número é do CIT de Porto Alegre RS. Descubra qual o número da sua cidade e guarde em local bem visivel). Conte a quem lhe atender como aconteceu o acidente da ingestão do produto tóxico, a marca do produto ou a fórmula. O ideal é estar com a embalagem na mão, no caso de qualquer dúvida. Através do telefone, na mesma hora ou minutos depois, um profissional de saúde informa que atitude se deve tomar. Mantenha a calma e aja exatamente conforme as recomendações que recebeu.
Em caso de acidente:
1- ligue para o número de emergência que consta na embalagem do produto.
2- Se ingerir produtos de limpeza ( detergentes, sabôes em pó, água sanitária, etc...) ofereça-lhe gelatina de qualquer sabor diluída em água – NÃO PROVOQUE O VÔMITO !!!!
3- Se os olhos forem atingidos por qualquer produto, lave-os abundantemente em água corrente por 15 minutos.
4- Se a pele for atingida por qualquer produto, lave a área exposta em água fria corrente por 15 minutos.

EM QUALQUER SITUAÇÃO, PROCURE UM SERVIÇO MÉDICO DE EMERGÊNCIA.

Estimulação Precoce Favorece Formação Intelectual da Criança


Estimulação Precoce Favorece Formação Intelecutal da CriançaGlenn Doman é diretor de sete institutos nos Estados Unidos, inteiramente voltados para o desenvolvimento do potencial humano. Este especialista tem uma experiência extraordinária na recuperação não-cirúrgica de crianças com lesões cerebrais. Ele descobriu, por exemplo, que as crianças com lesões cerebrais, em alguns casos, estavam apreendendo mais rápido do que crianças sadias. Segundo o especialista isso ocorria porque faltava estímulo às crianças normais.Doman garante que bebês ou crianças de 18 meses podem aprender matemática e, se um adulto ensinar os fatos (concretos) sobre a matemática, a criança descobrirá as regras (abstratos). Autor de vários livros sobre temas educacionais, Doman traz as seguintes dicas em suas obras:
· Antes dos cinco anos uma criança consegue facilmente absorver enormes quantidades de informações. Se a criança tiver menos de quatro anos, isso será ainda mais fácil e eficaz; antes dos três será ainda mais fácil e muito mais eficaz; e, antes dos dois anos será feito da maneira mais eficaz de todas.
· A criança com menos de cinco anos consegue receber informações numa velocidade incrível. Quanto mais informação uma criança absorve antes desta idade, mais ela retém.
· A criança com menos de cinco anos tem uma enorme reserva de energia. A criança com menos de cinco anos pode aprender a ler e quer aprender a ler.
· Todas as crianças pequenas são gênios lingüísticos. A criança aprende uma língua completa antes dos cinco anos e pode aprender a falar e a ler, prontamente.

Hiperatividade Infantil


Se seu filho:
- não para um segundo- não obedece nenhuma ordem
- quando fala com ele, parece não escutar o que lhe dizem
- não tem medo do perigo - não fica quieto para realizar nenhuma atividade
- na escola é motivo de reclamações diárias
- não presta atenção no que diz a professora e perturba os coleguinhas
- perde sempre o material e não termina trabalhos escolares
- tem notas ruins apesar de ser inteligente
- parece estar ligado a uma tomada 24 horas por dia
- não dorme direito e durante o sono é agitado.

Não se sinta culpada por isso!Neste caso ele pode ter uma disfunção cerebral chamada de hiperatividade infantil com ou sem déficit de atenção.

Como isto acontece?
Isso acontece em algumas crianças devido à falta de uma substância cerebral chamada de dopamina. Esta substância é responsável por algumas funções cerebrais ligadas ao comportamento e à atenção. Essa falta é transitória e pode melhorar com a idade até a adolescência ou podem se tornar "adultos agitados". Exames como tomografia computadorizada e eletroencefalograma se forem pedidos, serão sempre normais.

Como é feito o tratamento?
Essas crianças podem ser tratadas com medicamentos específicos, que podem agir como calmantes ou estimulantes, fazendo o papel da dopamina até que ocorra a maturação cerebral e normalização da produção desta substância pelo cérebro. Se não for feito o tratamento e acompanhamento, estas crianças podem desenvolver problemas psicológicos e sociais que poderão se agravar na adolescência levando a um péssimo desenvolvimento escolar, à marginalização e uso de drogas. Através do tratamento medicamentoso e acompanhamento com psicólogos, psicopedagogos e às vezes com fonoaudiólogos, poderão levar uma vida normal. Por isso é muito importante que estas crianças sejam avaliadas por profissional especializado.

Lesões Traumáticas

1 .CONTUSÃO

É causada por um trauma ( pancada ) direto em qualquer parte mole do corpo. O trauma normalmente é causado pela pancada de um corpo duro.

O que acontece?
O trauma ocasiona uma compressão do local afetado, mas sem o rompimento da pele, destruindo os tecidos profundos e rompimento dos vasos sangüíneos, resultando num hematoma ( mancha arroxeada ) numa fase mais tardia.


O que fazer?
Logo após o trauma colocar uma bolsa de gelo, por 15-20 minutos. O local da contusão não deve ser massageado. Nos dois dias seguintes deixar em repouso o local afetado, continuar com bolsa de gelo 3 a 4 vezes ao dia e usar analgésicos via oral ( dipirona ou paracetamol ) se tiver dor.

2 . DEDO ESMAGADO NA PORTA

É muito comum em crianças pequenas, pois ao fechar a porta elas levam os dedos juntos e estes são esmagados. A dor é muito forte e do tipo latejante.

O que fazer?
Em primeiro lugar devemos manter a calma e avaliar o dano causado. Se houver laceração de pele e suspeita de fratura, a criança deve ser levada a um Pronto Socorro, para uma avaliação especializada. Caso seja apenas um bom apertão no dedo, dê um analgésico via oral ( dipirona ou paracetamol ) e coloque a mão da criança numa bacia com água e gelo por 20 minutos.Repita o procedimento mais 2 vezes, com pequeno intervalo entre eles.

3 . ENTORSE

É causado por um movimento brusco e acentuado de torção ( rotação ) de uma articulação. Acomete comumente os tornozelos, mas também pode ocorrer nos joelhos. Logo após o acidente, o local pode ficar muito inchado e impedir a criança de ficar em pé, devido à forte dor local.

O que fazer?
Usar um analgésico ou antiinflamatório. Repouso com a perna elevada e bolsa de gelo. Não fazer calor local e nem massagens com pomadas ou algum tipo de gel. Procurar um ortopedista para uma avaliação e conduta mais adequada.

Teoria x Prática

O equilíbrio entre a recomendação dos pediatras e a experiência dos pais no dia-a-dia é o que a criança precisa

Quem nunca saiu de uma consulta com a sensação de que o pediatra mora em outro planeta e jamais lidou com uma criança de verdade? Às vezes, os conselhos dos especialistas parecem mesmo impossíveis de ser seguidos: nunca faça seu filho dormir no colo, uma criança de 5 anos deve comer sozinha sempre, os filhos não podem dormir no quarto dos pais em nenhuma hipótese, e por aí vai. O problema é seguir tudo isso na vida real. Sim, porque mães têm de trabalhar cedo no dia seguinte mesmo quando o bebê chora de madrugada e precisam levar o filho na hora certa para a escola. Aí bate um misto de culpa - por transgredir as regras - e de raiva - o pediatra que não entende. As recomendações de médicos e psicólogos são as corretas, as ideais. Eles mesmos, no entanto, sabem que não é possível seguir todas à risca. "Os conselhos devem ser temperados com as experiências do dia-a-dia. Ninguém pode se colocar no lugar da mãe. Existem uma sintonia e uma intimidade entre ela e o filho que precisam ser levadas em conta. Faço isso com as minhas filhas e sempre deu certo", diz a terapeuta familiar Anne Lise Scappaticci, mãe de uma menina de 7 anos e outra de 1 ano e 10 meses. Use o bom senso, tente fazer o ideal e confira aqui algumas situações comuns em que as regras costumam ser quebradas.


COMER NA FRENTE DA TV

A criança deve aprender a comer, sentir o gosto do alimento, saber quando está saciada. Isso tudo não acontece quando elas estão distraídas, dizem os médicos. Mas o dia-a-dia é cruel com os pais. O filho está descobrindo o mundo, quer brincar, pular, dançar, tudo menos ficar parado comendo. É necessário um tremendo malabarismo e geralmente, depois de mímicas, brincadeiras de aviãozinho e muitos brinquedos, apela-se para a televisão. Como conta o designer gráfico Roberto Dohan, pai de Bernardo, de 1 ano e meio: "Meu filho não pára quieto para comer. Por isso, nas horas das refeições, sempre há um brinquedo por perto e até a televisão. Não é o ideal, mas não achamos solução melhor. Por outro lado, damos a comida explicando que aquilo é uma batatinha, o outro é um espinafre e ele também presta atenção nisso, pois já sabe mostrar o que gosta e o que não gosta. Não acho que essas distrações atrapalhem tanto", diz. Segundo o pediatra Jayme Murahovschi, da Sociedade Brasileira de Pediatria, uma distração leve não faz mal na hora da refeição. "Mas devemos tomar cuidado com a televisão. Ela vicia até adultos. A criança não prestará atenção na comida nem em sua saciedade, o que pode levar à obesidade. Apesar de ser difícil, é um hábito que deve ser tirado aos poucos", alerta. É melhor deixá-la para último caso.

DORMIR SEM TOMAR BANHO

Ela chegou da festinha e se jogou na cama... Dormiu. Não há meios de acordá-la para tomar um banho a não ser entre tapas, empurrões e gritarias. Ora, até nós adultos cometemos esse pequeno tropeço higiênico quando estamos muito cansados. A não ser que a situação seja pavorosa, como um cabelo cheio de tinta ou o corpo enlameado, nada impede que você apenas troque a roupa, passe um lenço úmido nos pés e onde parecer mais sujo, sem nem precisar acordar a criança. "Eu mesma já fiz isso algumas vezes", conta a pediatra Gelsomina Colarusso, mãe de um menino de 13 anos. "É só não deixar acontecer sempre, principalmente se a criança estiver entre os 3 e os 6 anos, fase de formação de hábitos", sugere.

DORMIR COM OS PAIS

A partir dos 2 anos, a criança usa mais a imaginação e fica difícil distinguir o real do imaginário. Muitas têm medo de dormir no próprio quarto. Resultado: ela quer a cama dos pais. Segundo os especialistas isso não deve ocorrer. É melhor um dos pais dormir no quarto da criança para mostrar que é seguro. Mas nem sempre dá para ser assim. Você pode aliviar a situação colocando um colchão para a criança no seu quarto, às vezes. O que não pode é a criança dormir no meio dos pais, costume bem mais difícil de tirar. "É grave quando a criança depende disso para dormir. Além de atrapalhar o relacionamento dos pais, ela sempre vai achar que precisa deles. Ela tem de enfrentar alguns medos para se sentir segura de que nem todos os seus receios são verdadeiros", diz a pediatra Gelsomina.

CERCADINHO

Alguns pediatras desaconselham seu uso, pois a criança pode se sentir abandonada ou presa em um momento em que precisa de atenção e liberdade. Correto. Mas entre um cercado e uma criança solta sozinha pela casa, a primeira opção se torna a melhor. Como no caso da empresária Cristiane Rodrigues Hinkeldei com sua filha, Maria Clara, de 1 ano e 4 meses. "Preciso de um tempo para arrumar a casa, e deixar a Maria Clara no chão sobre um edredom seria muito perigoso. Prefiro colocá-la no cercadinho onde terá mais liberdade do que no carrinho. Ela fica com os brinquedos, enquanto conto o que estou fazendo. Não acho que ela se ressente por isso e, ao mesmo tempo, fico segura", diz Cristiane. Por pouco tempo e associado a algo divertido, o cercadinho não faz mal. O que não dá são os pais se acostumarem com a comodidade de ter a criança sobre controle lá dentro o tempo todo ou usá-lo como local de castigo.

DORMIR NO COLO

Na teoria, criança deve dormir no berço e sozinha. Na prática, os pais enlouquecidos pegam no colo, empurram o bebê no carrinho e até passeiam de carro. A assessora Claudia Maria Chaves não tem o menor problema em fazer seu filho, João Vítor, de 5 meses, dormir no colo, quando está muito cansada. "Até agora, não tive nenhum problema", diz. Quando pouco, tudo bem. "Mas se você notar que isso acontece na maioria das noites, estará interferindo em um investimento para o futuro: a criança realmente deve aprender a dormir sozinha no berço. Se ela se acostumar a dormir no colo, ficará muito mais difícil reverter o quadro", diz o pediatra Jayme. Use a tática apenas em emergências.

ASSISTIR TELEVISÃO

Apesar da terrível fama, a verdade é que a televisão é algo inevitável na vida de uma criança moderna. Ela é uma diversão válida, quando o programa for adequado. Mas tem de ser vista como um fato a mais no dia: há hora para ir à escola, hora de passear no parque, hora de banho, hora de ver televisão. "Duas horas por dia está de bom tamanho para que a TV não ocupe o lugar de outras diversões", sugere a pediatra Gelsomina.

DAR UM LANCHE SE ELA NÃO COMEU A ÚLTIMA REFEIÇÃO

Ela fez birra e não comeu nada no almoço. Obediente aos conceitos da pediatria, você avisa que só comerá na hora do lanche da tarde. Mas, depois de um tempo, o coração de manteiga vai derretendo ao ver aquele rostinho pedinte e com fome. O que fazer? "Procure não dar biscoitos ou danoninhos que vão tirar a fome do lanche, além de incentivar a criança a usar o recurso novamente em outros dias. Ofereça uma fruta misturada com cereais, que também é docinho e sacia um pouco a fome, apenas. O melhor é adiantar em uma hora o lanche", sugere a pediatra Gelsomina.

DAR DOCES ANTES DO FILHO COMPLETAR UM ANO

Eles são muito gostosos e podem sim atrapalhar a criança que está aprendendo a comer papinha e frutas. Mas existem circunstâncias especiais. Se você está na praia, por exemplo, tomando sorvete e seu filho de 9 meses insinua que quer experimentar, por que não dar uma lambida? "Tive quatro filhos e agora lido com dez netos. Se falar que nunca fiz isso, vou estar mentindo. Mas sigo algumas regras. A primeira é esperar a criança pedir. Na maioria das vezes, ela não pede, os pais é que ficam achando que devem dar. Não ofereça, espere a solicitação e dê só um pouquinho. E não deixe isso virar um hábito", aconselha o pediatra Jayme.


TROCAR A CHUPETA POR UM PRESENTE

Só vale quando é iniciativa da criança. Largar a chupeta é difícil, mas, diante de um brinquedo desejado, ela aceitará a troca. Só que mudará de idéia no dia seguinte porque são prazeres diferentes. "O brinquedo é algo material e a chupeta praticamente representa a mãe", explica a terapeuta Anne Lise. Os pais devem ser parceiros da criança nessa hora e negociar de forma gradual. Tire-a durante o dia, no período da escola ou nas visitas aos vovôs, por exemplo. Depois, deixe a chupeta só para a hora de dormir. Com o tempo, ela mesma vai largar e aí você pode deixá-la escolher um brinquedo novo. A professora Claudia Honegger age assim com o filho Hélio Gomes Pereira Neto, de 2 anos. "Estou tirando a chupeta durante o dia. Quando notar que ele não está mais tão interessado, vou sugerir a troca. Mas estou esperando que ele tome a iniciativa", afirma Claudia.

Cosméticos para Bebês

O que você pode e o que não deve comprar para deixar seu filho ainda mais lindo.
Você olha para a prateleira e para o seu bebê. Dezenas de produtos coloridos, cheirosos, em embalagens bacanas, parecem gritar: "Vou deixar o seu filho mais lindo!". A primeira reação é levar um de cada. Depois, você se pergunta: será que não vai fazer mal? Há um controle da linha de produtos cosméticos infantis. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e o Ministério da Saúde acabam de atualizar as normas para esses registros. As principais modificações referem-se aos requisitos técnicos e à rotulagem. "Todos os produtos infantis são nível 2, o de maior risco; portanto, precisam do registro da Anvisa para serem comercializados", explica Josineire Sallum, gerente geral de cosméticos da Anvisa. Procure o registro na embalagem, que pode ser precedido pelas iniciais MS, ANVS, ou pelo nome Anvisa. Hoje, estão registrados 3.516 cosméticos infantis. Acredite: há 604 alternativas de xampus! Qual comprar? Como regra, os neutros são os mais indicados para o bebê, mas vale perguntar ao pediatra. A pele da criança, no primeiro ano de vida, é mais sensível, por isso, não exagere. "Se a criança tem predisposição, mais facilidade terá para se tornar alérgica.E pouco é preciso para manter a criança limpa", conta a dermatologista Tania Cestari, professora da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Difícil é resistir. Aqui vão algumas dicas para você não errar na dose:

HIDRATANTE

"Só se a criança tiver algum problema especial, do contrário, ele é desnecessário", afirma a pediatra Sandra Oliveira Campos, professora da Unifesp. Geralmente, quem precisa são as crianças com pele seca - alérgicos são mais suscetíveis ao problema - e as que moram em regiões muito frias. "Elas tomam banho demorado e muito quente. Depois, entram em contato com o frio e o vento, ressecando a pele", explica Tania Cestari. O hidratante, de preferência neutro, deve ser passado até três minutos após o banho para não reduzir a eficácia. A mãe deve enxugar o excesso de água e passar o produto.

ÓLEO

Se a pele do bebê não precisa, o uso do óleo é desnecessário. Crianças podem usar os óleos vegetal ou mineral. De acordo com o pediatra Valter Kozmhinsky, presidente do Departamento Científico de Dermatologia da Sociedade Brasileira de Pediatria, o de origem vegetal causa menos irritação e é mais absorvido. No entanto, ambos ajudam a hidratar peles secas. Quem optar pelo óleo, não precisa de creme. "O óleo é muito utilizado em massagem", lembra ele. Além de ajudar na limpeza do umbigo, por exemplo, pode ser usado na remoção de caspas do couro cabeludo e passado alguns minutos antes do banho.


TALCO

Não é recomendado pelos especialistas. Quando a mãe passa talco no bebê, produz-se uma névoa que é aspirada pela criança, podendo causar problemas respiratórios e alérgicos. Fique longe dele!






XAMPU

O indicado é neutro, com o mínimo de perfume e corante. Mas os mais cheirosos também não devem fazer mal. "A quantidade de extrato que colocam na fórmula é pequena", garante a dermatologista Denise Steiner, presidente da Sociedade Brasileira de Dermatologia de São Paulo. Há ainda os xampus para cada tipo de cabelo. Funcionam? O cabelo da criança não vai ficar mais liso ou cacheado por causa do tipo de xampú. Esta é uma preocupação desnecessária para quem ainda nem completou 1 ano.


PERFUME

Nada de perfume, apesar das 609 colônias registradas na Anvisa. É consenso entre profissionais da saúde: "Bebê limpinho já tem cheiro bom". Só que muitas mães, para não dizer a maioria, gostam de ouvir "como esse bebê é cheiroso" e levam um para casa. O que muitas desconhecem é que o produto pode causar irritação - tanto respiratória quanto na pele - e alergia. A criança pode ter reação ao cheiro. "Teoricamente, a mãe não deveria usar no bebê. São substâncias que entram em contato com a pele sem necessidade. Em último caso, é melhor passar na roupinha, mas mesmo assim bem pouquinho", avisa a dermatologista Denise.


PROTETOR SOLAR


Há controvérsias. Alguns especialistas recomendam utilizar após os 6 meses, outros, só depois de 1 ano porque pode causar irritação. Em comum, o fato de que o protetor defende o bebê do sol. "Na praia, por exemplo, os pequenos devem permanecer na sombra e, de preferência, vestidos com uma roupa leve. O melhor horário para o passeio é o início da manhã. Mas o fator de proteção tem que ser alto", assegura o pediatra Valter. O indicado para crianças pequenas é o de fator 30, porque protege mais. Só o médico deve indicar a marca. A preocupação é tão grande que a Secretaria de Saúde de São Paulo, em parceria com a Sociedade Brasileira de Dermatologia regional, vai distribuir filtro solar para a população gratuitamente.

Dicas sobre vacinas


Fique por dentro das novidades da vacinação:
Desde que o Programa Nacional de Imunização foi implantado no país, há 30 anos, doenças comuns na infância, como poliomielite e coqueluche, foram praticamente extintas. Vacinar o seu filho, portanto, está fora de discussão. Mas, qual calendário seguir: o do Ministério da Saúde, o da clínica de vacinação ou o da Sociedade Brasileira de Pediatria? "A diferença entre eles é mínima. O ideal é conversar com o pediatra, para avaliar a necessidade de aplicar determinadas vacinas que não estão disponíveis na rede pública, como a da meningite C", sugere Heliane Brant, presidente do departamento de infectologia da Sociedade Brasileira de Pediatria.

Entre as últimas novidades nos calendários, estão a vacina contra o rotavírus, lançada em agosto no Brasil, e contra o HPV, principal causa de câncer uterino, que já está em fase avançada de testes. A Sociedade Brasileira de Pediatria, seguindo modelo da americana, incorporou recentemente a vacina contra o vírus da gripe ao seu calendário. Outra mudança diz respeito ao combate à paralisia infantil. A nova recomendação é que, de preferência, as duas primeiras doses sejam da Salk, injetável e produzida com o vírus inativo. Já a Sociedade Brasileira de Imunizações, que divulga novo calendário este mês, sugere reforços nas doses contra catapora e meningite C após o primeiro ano.

Tendências
As vacinas preparam o organismo do seu filho para lutar contra uma doença específica, utilizando o mesmo agente causador (vírus ou bactéria) ou apenas parte dele. Ao receber a dose, o organismo da criança produz os anticorpos necessários para combater a doença. Assim, quando entrar em contato com ela, já estará protegida.

A tendência, para alegria das mães que ficam de coração apertado só de pensar na agulha, é que as vacinas sejam combinadas numa mesma dose. "Diminui-se o número de picadas, assim como as idas à clínica ou ao posto de saúde", diz o infectologista pediátrico Edimilson Migowski, professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro. A hexavalente, por exemplo, reúne seis vacinas em uma só. Combinada ou em várias aplicações, estudos garantem que não há problema em tomar mais de uma dose no mesmo dia. Febre e diarréia leves também não são motivos para não imunizar seu filho.

A seguir, um calendário completo de vacinação, para você usar como referência:



Fontes: Sociedade Brasileira de Pediatria; Sociedade Brasileira de Imunizações; Ministério da Saúde * Vacinas não oferecidas nos postos de saúde


Devo imunizar meu filho contra a gripe? Qual a melhor vacina contra a pólio? Tire suas dúvidas sobre as principais aplicações

Poliomielite: Existem duas vacinas contra a poliomielite: Sabin (VOP), produzida com vírus vivo atenuado e administrada em gotas, e Salk (VIP), com vírus inativo e injetável. Ambas são seguras e eficazes. A segunda, no entanto, não apresenta risco de poliomielite vacinal (1 caso para cada 12 milhões de doses distribuídas). Todas as crianças menores de 5 anos, mesmo as já imunizadas, devem receber a VOP durante os dias de vacinação nacional.

Gripe: Recomenda-se para crianças menores de 2 anos, que têm grande probabilidade de hospitalização ao adquirir a doença. A vacina deve ser aplicada anualmente em duas doses, com um intervalo mínimo de um mês entre as doses, conforme a sazonalidade da doença. A partir dos 2 anos, permanece a indicação de uma dose anual para os grupos de risco.

Antipneumocócica conjugada: Protege crianças menores de 2 anos contra 60% dos pneumococos mais comuns no país. A bactéria causa, entre outras doenças graves na infância, meningite e otites. Encontrada em clínicas particulares, mas, na rede pública, oferecida apenas para pacientes especiais, como imunodeprimidos. A partir de 2 anos de idade, a dose é única.

Febre amarela: Indicada para residentes de áreas de risco potencial ou endêmicas, como a Amazônia, e também para quem viaja a esses lugares. Algumas pessoas têm reações leves, como dor local, febre e dor de cabeça. Além dos postos de saúde, é disponibilizada em portos, aeroportos e fronteiras.

Antimeningocócica C conjugada: A Sociedade Brasileira de Pediatria recomenda que a vacina, que protege contra a meningite C, forma grave da doença, seja aplicada de acordo com as condições epidemiológicas locais. A partir de 12 meses, a dose é única.

DTP :Nos postos de saúde, a DTP (contra difteria, tétano e coqueluche), conhecida por tríplice viral, e a Hib (contra doenças causadas pela bactéria hemófilo) já são aplicadas numa só dose, a tetravalente. Nas clínicas particulares, existe a versão acelular da DTP, que tem a mesma eficácia, mas provoca menos reações.

Varicela (Catapora): Deve-se evitar remédios à base de salicilatos, como aspirina e alguns antiinflamatórios, até seis semanas após a aplicação da vacina. A substância, associada à infecção da catapora, pode causar a síndrome de Reye (inflamação cerebral e hepática), doença rara, porém letal.

Rotavírus: Recém-lançada, promete combater o vírus responsável por 30% das hospitalizações por diarréia infantil. Até o ano que vem, outros dois fabricantes prometem lançar vacinas contra a doença.

Fontes: Edmilson Migowski, infectologista pediátrico, professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro; Marco Aurélio Sáfadi, infectologista pediátrico, chefe do Pronto-Socorro Pediátrico do Hospital São Luiz e professor da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo

Quando suspender as fraldas?


Chegou a hora de fazer as evacuações no vaso?

Depois de trocar cerca de 6 mil fraldas e de ter gasto quase R$ 5 mil, seu filho completa 2 anos e uma idéia lhe parece quase irresistível: a partir de agora ele só vai fazer xixi no vaso. Será o fim de uma despesa considerável e de perninhas nervosas que se debatem a cada troca. "Na nossa cultura, não usar mais fraldas tornou-se um marco de sucesso da educação. Os pais vêem o controle do esfíncter de uma criança como um sinal de inteligência e, quanto mais cedo ocorrer, melhor", diz o pediatra norte-americano T. Berry Brazelton, autor de Tirando as Fraldas (Editora Artmed). Vá com calma. Essa transição dificilmente ocorre num passe de mágica. Seguem dez dicas para se livrar das fraldas e superar as dificuldades:

1 NÃO SE PRECIPITE. "Só comece o treinamento do seu filho se você perceber que ele está maduro. Assim, o aprendizado tem mais chances de acontecer com tranqüilidade, apesar das trovoadas", diz a pediatra da Maternidade São Luiz, Gelsomina Colaruso Bosco. Como saber se chegou a hora? As crianças costumam deixar a fralda do dia, em média, a partir dos 2 anos e meio. Na prática, seu filho dá sinais de que está pronto se demonstra desconforto ao sujar a fralda ou avisa quando fez xixi ou cocô. Se esse tempo não for respeitado, corre-se o risco de enfrentar quilos de roupas molhadas na lavanderia por meses a fio.

2 POR ETAPAS. Primeiro retira-se a fralda diurna. A retirada da fralda noturna deve ocorrer só depois que a criança já aprendeu a se controlar durante o dia e amanhece sequinha com certa freqüência (três a quatro vezes por semana, durante algumas semanas, por exemplo).

3 CUIDE BEM DA ALIMENTAÇÃO, caso seu filho tenha o intestino preso, para que este momento não se transforme em uma experiência desprazerosa.

4 PENICO OU REDUTOR? O penico funciona bem para a criança que tem medo de se sentar no vaso sanitário", explica o pediatra Sérgio Graff. Mas há inconvenientes. Além de precisar ser limpo toda vez que é usado, trata-se de uma etapa intermediária, que depois precisará de um novo esforço para ser eliminada.Se optar pelo redutor, verifique se ele fica bem firme. Alguns têm alças laterais que servem de apoio para as mãos. Providencie um banquinho, que ajuda a criança a sentar e serve também para apoiar os pés. No caso do penico, mantenha-o sempre no mesmo lugar, de preferência no banheiro.

5 SE O SEU FILHO FAZ COCÔ EM HORÁRIOS REGULARES, lembre-se de levá-lo ao banheiro nesses momentos. E pergunte, mais ou menos a cada duas horas, se ele precisa ir fazer xixi. Observe se ele está "dançando" ou fechando as perninhas ou segurando o pipi com a mão. Um sinal de que ele está apertado, mas não quer deixar a brincadeira para depois.

6 O MENINO DEVE SENTAR-SE NO VASO PARA FAZER XIXI durante essa transição. Aos poucos, depois que estiver habituado, ele aprenderá a fazer xixi em pé.

7 REFORÇO POSITIVO É FUNDAMENTAL. Elogie, mas não exagere. A criança percebe o quanto isso é importante para você e pode usar esse instrumento como forma
de protesto.

8 ALGUMAS CRIANÇAS SÃO MAIS RÁPIDAS. Outras passam meses deixando escapar xixi ou cocô. Vá com calma. Impor punições pode assustar e levar a transtornos físicos, como a constipação", afirma o pediatra Sérgio Graff. Uma boa dica é dizer algo que o incentive, do tipo "escapou, mas da próxima vez sei que você vai tentar me avisar antes".

9 A DESCOBERTA DE QUE A CRIANÇA É CAPAZ DE PRODUZIR ALGO DENTRO DO PRÓPRIO CORPO E TEM DOMÍNIO DISSO É MUITO IMPORTANTE. Algumas ficam tão preocupadas com o destino do seu "produto", que relutam em abrir mão de fazer o cocô na fralda porque sofrem quando ele vai embora. Enquanto isso, deixe-a fazer na fralda, mas mostre qual é o lugar adequado do cocô, esvaziando a fralda no vaso. Se for preciso, faça um tchau, para a situação ficar mais divertida.

10 MÃOS À OBRA. Se você acha que seu filho está pronto, chegou a hora. Com o calor, aumenta a transpiração e diminui a quantidade de xixi, tornando o controle mais fácil. Se escapar, o incômodo é menor. Tanto para os pequenos, que não sofrem com o frio, como para os pais.

Acidentes no lar

Crescimento X acidente

As habilidades cognitivas, perceptuais e motoras da criança mudam rapidamente com o crescimento e a expõem a um risco diferente de acidentes, conforme a faixa etária em que esteja.

PRECAUÇÕES

A IDADE FRÁGIL (1 a 3 meses)

Do nascimento até próximo aos 12 meses todas as crianças têm algo em comum: pensam através de suas ações. O que caracteriza a criança até aos 3 meses é o comportamento motor dominado pelas atividades reflexas, que em si e por definição não apresentam intencionalidade apesar das experiências transformá-los em buscas dirigidas.

O bebê recém-nascido é frágil e por isso necessita de proteção por muitos meses. Começará de início a fazer pequenos movimentos e depois a rolar de um lado para o outro. É também a fase em que começa a chupar qualquer objeto que possa segurar.

PRECAUÇÕES:

Verifique SEMPRE se a água do banho não está muito quente e se as torneiras estão fora do alcance do bebê. Muitas crianças já foram escaldadas acidentalmente!

- Mantenha os alfinetes fora do alcance do bebê.

- O bebê não poderá ser deixado só na banheira, nem mesmo enquanto se apanha uma toalha.

- Não deixe a criança em lugares onde possa cair. É difícil prever quando rolará pela primeira vez.

- Evite pequenos objetos que possam ser levados à boca. Os chocalhos devem ser resistentes e não desmontáveis.

- Cuidado com as tintas e pinturas que contenham chumbo.

Use colchão firme e cobertas leves. Cuidado com o sufocamento com peças em forma de saco.

A IDADE DO DESPERTAR (4 a 6 meses)

Marca o surgimento da intencionalidade. É a idade da contemplação. Interessa-se mais pelas pessoas que lidam com ela. Começa a diferenciar-se do mundo que a rodeia, aumenta sua persecução ocular e cefálica, aprimorando a movimentação dos olhos e das mãos, buscando a preensão de objetos, que são levados à boca.

A criança começa agora a olhar em volta de si e a ver coisas. Tenta sentar-se e agarrar qualquer coisa. Coloca as mãos ou qualquer objeto na boca.

PRECAUÇÕES:

1. Já que a criança raramente é sossegada nesta idade, não a deixe sozinha em lugar alto. Tenha certeza de que os lados do cercado estejam levantados.

2. Quaisquer pequenos objetos usados perto do bebê deverão ser guardados fora de seu alcance.

3. Esteja segura de que as torneiras não estão ao alcance da criança. Verifique a temperatura da água antes de colocar o bebê na banheira.

4. As crianças não poderão ser deixadas sozinhas no banho, em nenhuma hipótese ou por qualquer razão.

5. Os chocalhos deverão ser inquebráveis, as contas grandes e fortes ligadas por um cordão resistente.

6. A mobília e os brinquedos jamais poderão ser pintados com tinta que contenha chumbo.

A IDADE DA CURIOSIDADE (7 a 12 meses)

A criança intensifica sua ação sobre o mundo, já é nítida a presença da intenção e, portanto, a distinção entre meios e fins, a escolha de determinadas ações que visam, fundamentalmente, A COMPREENSÃO do objeto novo. Começam a estabelecer relações entre fatos e ações de outras pessoas, na presença de indícios interiorizados. As mudanças de decúbito vão-se tornando mais freqüentes (dorsal-ventral-sentado-de pé com apoio-de pé sem apoio) e a possibilidade do deslocamento do corpo no espaço, uma realidade que amplia as experiências. Esse deslocamento pode ser facilitado por artifícios como os voadores, de discutível utilidade e associado a acidentes (quedas) de conseqüências às vezes graves.

PRECAUÇÕES

1. Mantenha os objetos fora do alcance, pois tudo vai para dentro da boca, por isso os tóxicos e remédios deverão estar fora do alcance.

2. Alfinetes, botões, agulhas e outros pequenos objetos deverão ser postos longe; remova pequenos objetos quebráveis da mesa do café e colocados ao alcance das mãos da criança.

3. Toalha de mesa não deve pender dos cantos da mesa, as crianças puxam para ver o que está em cima.

4. Mantenha os alimentos e líquidos quentes no centro da mesa, fora de alcance.

5. Quando você estiver ocupada com tarefas caseiras, um cercado próximo é o lugar ideal para a criança dessa idade.

A IDADE DA AVENTURA (1 a 2 anos)

Surge a antecipação pelo pensamento e não apenas pela ação. Os objetivos e ações são transformados, no pensamento, por suas representações simbólicas. Imitam e inventam. Exploram o mundo pelo rastejamento utilizando uma atividade motora, firme. É o período das intoxicações por produtos de uso domiciliar e inseticidas, geralmente conservados em armários rentes ao chão; iniciam a exploração de espaços e objetos extradomiciliares. Iniciam-se as diferenças condicionadas pelo comportamento entre meninos e meninas.

PRECAUÇÕES

1. Evite uma queda: portões de segurança nas sacadas, nos topos das escadas, grades nas janelas e telas firmemente fixadas, previnem acidentes.

2. As portas de automóveis deverão ser fechadas à chave.

3. Portas e aparelhos elétricos: as portas que dão para a rua ou áreas perigosas deverão ser trancadas; as tomadas de eletricidade devem ser resguardadas.

4. Mantenha as substâncias venenosas sob chave.

5. Piscinas de jardins e banheiras: cobrir ou cercar qualquer piscina. Evite deixar a criança no banheiro sozinha, ela pode abrir a torneira de água quente ou escorregar e cair.

6. A cozinha é o lugar preferido para a criança dessa idade, cuidado com os cabos de panela quentes. Fósforos, facas e outros objetos perigosos devem ser guardados fora de alcance. Evite brinquedos com pequenas partes removíveis.

A IDADE DA INDEPENDÊNCIA (2 a 3 anos)

O padrão de pensamento permanece idêntico à idade anterior. As experiências se ampliam, como também sua capacidade motora. Da fase rastejadora evolui para a de alpinista. Sobe em cadeiras, mesas, tenta explorar um mundo que se coloca acima de sua linha de visão.

A criança começa agora a ter mais controle pessoal, aprende a fazer coisas por si mesma e deslocar-se com movimentos ativos e rápidos. As crianças nesta idade fazem como os pais (imitação), e começam a entender as razões por que se fazem as coisas. A independência é mostrada ao dizerem: "não quero" e ao tentarem fazer as coisas sozinhas. Elas ainda não têm noção do perigo.

PRECAUÇÕES:

1. Ensine segurança. As crianças imitam os pais; dê então bons exemplos de cuidados a seu filho. Ensino às crianças a apanharem os brinquedos e arranje um lugar onde possam guardá-los. Ensine quais os perigos da rua e como e quando atravessá-la.

2. As crianças nesta idade ainda gostam de tirar as coisas dos lugares. Evite brinquedos com pequenas partes removíveis. Brinquedos como vagões e caminhões devem ser bastante fortes para suportar o peso da criança e também de seus companheiros. Estimule seu filho a partilhar os brinquedos com os amigos. Não se esqueça de manter fora do alcance as substâncias venenosas e os fósforos.

3. Dê às crianças trabalhos simples. Evite deixá-las carregar objetos ponte agudos, de vidro e líquidos quentes. Guarde todas as ferramentas e equipamentos de jardinagem perigosos fora do alcance das crianças.

A IDADE DA EXPERIÊNCIA (3 a 5 anos)

A criança começa a explorar a vizinhança e a andar fora de casa. Nesta idade gosta de jogar bolas, subir em árvores ou cercas, andar de triciclos e pequenas bicicletas, ajudar os pais no pátio ou em volta da casa. Brincar com outras crianças é importante nesta idade.

PRECAUÇÕES:

1. Ensine segurança. É esta a idade para ensinar bons hábitos de segurança. Aprender maneiras seguras de usar ferramentas, fósforos e utensílios de cozinha é importante. Explique sempre a maneira correta de se fazerem às coisas.

2. Explorar terrenos baldios é excitante nesta idade. Supervisione as áreas em que as crianças brincam e remova tudo que represente perigo. É importante que os brinquedos sejam resistentes. Ensine-lhes todas as regras de segurança do jogo. Aprender a usar pés e mãos de maneira adequada ao escalar é importante para ajudar a criança a evitar quedas. Vista sua criança com roupas que permitam liberdade de ação.

3. Guardar venenos e ferramentas pontiagudas ou perigosas em lugares fechados é muito importante.



Faixa etária Acidentes mais comuns
0 - 6 meses Afogamento, ingestão de corpo estranho, intoxicações, queimaduras, quedas, sufocações e engasgos.
7 - 12 meses Afogamento, aspirações e ingestões de corpos estranhos, choques elétricos, intoxicações, quedas, queimaduras.
1- 3 anos Afogamento, choque elétrico, corpos estranhos, intoxicações, picadas venenosas, quedas e colisões, queimaduras.
3 - 7 anos Acidentes de trânsito, afogamento, choque elétrico, ferimentos, intoxicações, mordeduras, picadas venenosas, quedas e colisões, queimaduras.
7 - 12 Acidentes na escola, na vizinhança e nos esportes.
Adolescência Agressões, acidentes esportivos, afogamentos, uso de drogas e acidentes de trânsito.
Andadores: porque devem ser evitados?

- Centenas de acidentes ocorrem devido ao seu uso.
- Crianças em andadores caem sobre objetos, fornos, piscinas, aquecedores e rolam escada abaixo.
- Crianças em andadores se intoxicam com mais freqüência devido a maior facilidade de locomoção.
- Seu uso não propicia desenvolvimento motor antecipado além de deixar a criança excitada.

Brinquedos também representam perigo

Acidentes envolvendo brinquedos são comuns e, na maioria das vezes, decorrem da ingestão de partes do mesmo.

Prevenindo...

- Sempre siga as instruções do fabricante no que diz respeito à idade a que se destina o brinquedo.
- Verifique se o brinquedo é inquebrável e não contém bordas afiadas ou pontiagudas.
- Brinquedos não devem ter partes pequenas como olhos, rodas ou botões, facilmente destacáveis, que possam ser ingeridos pela criança.
- O tamanho do brinquedo deve ser grande o suficiente, para que ele não possa ser colocado na boca.
- Brinquedos feitos à mão não são testados quanto à segurança, sempre examine-os muito bem.
- Ao instalar pilhas novas nos brinquedos elétricos jogue fora às usadas em local seguro.
- Não deixe seu filho empinar pipas na proximidade de fios de alta tensão.
- Não permitir brinquedos elétricos na proximidade de banheiras e pias.

Escolhendo o berço certo

Vários detalhes devem ser observados na compra de um berço:

- À distância entre as barras verticais deve ser pequena para evitar que a criança caia por entre elas ou que enfie a sua cabeça.
- O deslizamento da parte lateral deve ser protegido por duas travas separadas, para impedir que outras crianças consigam baixá-la.
- A altura da grade lateral deve ser suficiente para impedir que a criança a pule.
- O colchão deve ser firme e acoplar-se às laterais.

Lar, doce lar?

O lar constitui inesgotável fonte de riscos para as crianças. É no seu interior que a maioria dos acidentes ocorre.